
Daniel Nino leva paixão de infância e experiência ao grid do MBR
Piloto da WC6 Competições disputa a categoria Super com o Peugeot 208 e mira terminar a temporada entre os cinco primeiros
A paixão de Daniel Nino pelo automobilismo começou ainda na infância, em uma época marcada por uma geração de pilotos brasileiros que levou milhões de torcedores a acompanhar a Fórmula 1. Senna, Piquet, Barrichello, Massa, Felipe Giaffone e Roberto Pupo Moreno fizeram parte das referências de uma geração que cresceu diante da televisão torcendo pelos brasileiros nas pistas.
Natural do Rio de Janeiro e morador de São Paulo, Daniel transformou aquela paixão em trajetória no automobilismo. Atualmente, pilota o Peugeot 208 #118 da WC6 Competições, na categoria Super do Marcas Brasil Racing (MBR), e chega ao campeonato com uma carreira que inclui, entre outros resultados, o vice-campeonato do Turismo Nacional.
Entre tantas experiências, uma vitória ocupa um espaço especial na memória. Foi na Copa HB20, em Londrina, quando Daniel conquistou sua primeira vitória e ainda recebeu o troféu das mãos do próprio pai. “Meu pai estava presente e ainda fui agraciado por receber o troféu das mãos dele. Foi realmente muito especial.”
Algumas vitórias carregam um significado que vai além do resultado. Para Daniel, aquela foi uma delas. Antes de entrar no carro, a preparação também passa pela fé. Um terço acompanha o piloto, seja pendurado no retrovisor ou guardado no bolso, enquanto um santinho está sempre no pescoço. Antes da largada, vem a oração. “Agradeço por estar ali, peço pela segurança de todos e que, independentemente dos resultados, todos se divirtam e ninguém se machuque”, declarou.
A sensação de estar no carro também pode ser resumida em uma palavra: gratidão. “Poder participar do esporte que a gente gosta é um grande privilégio. Toda vez que estou no carro agradeço a Deus por poder viver essa experiência”, mencionou.
No MBR, Daniel encontrou características que considera importantes em uma categoria de competição: equilíbrio, disputa e um ambiente em que o resultado depende do trabalho conjunto entre piloto e equipe.
“Representa tudo que eu sempre quis numa categoria. Equipes bacanas, pilotos bacanas, muita disputa, regulamento técnico claro e transparente. O diferencial está no trabalho de equipe e no piloto, não em quem gasta mais dinheiro em preparação. Estou muito feliz”, enfatizou.
Na temporada, o objetivo está definido: terminar entre os cinco primeiros. Atualmente em quarto lugar, Daniel segue na disputa e ainda mantém a expectativa de buscar uma vitória.
Mais do que números na tabela, a temporada representa a continuidade de uma paixão que começou diante da televisão e que hoje é vivida de dentro do carro.
Leia também:


Marcas Brasil Racing projeta grid de 72 carros e amplia presença nacional em 2027

Marcas Brasil Racing define grande final da temporada 2026 em Chapecó

Henrique Basso vira sobre Gabriel Ymagava na última curva e vence Corrida 2 em Cascavel

