
Do sofá da sala às pistas: Rafael Caliento transforma sonho de infância em realidade
Piloto da Cesinha Competições estreou no MBR em 2026 e busca o primeiro pódio na categoria Elite
Para Rafael Caliento, o automobilismo faz parte das lembranças de infância. Aos domingos, o ritual era ir cedo para a casa do avô, sentar diante da televisão e acompanhar as corridas de Fórmula 1. O avô fazia questão de gravar todas as provas. Entre tantas imagens, uma ficou especialmente marcada na memória: a Lotus preta de Ayrton Senna.
A paixão pelas pistas também estava dentro da família. O pai de Rafael corria de kart, enquanto o avô chegou a construir um kartódromo em Rolândia, no Paraná. Foi ali que o menino teve seus primeiros contatos com um kart e começou a experimentar, ainda cedo, o ambiente das competições.
Mas a vida acabou levando Rafael para outros caminhos. Com a morte do pai, as pistas ficaram em segundo plano por um período. O sonho, porém, permaneceu.
Há dois anos, Rafael Caliento voltou a competir. Em 2026, deu mais um passo importante ao fazer sua estreia no Marcas Brasil Racing (MBR), defendendo a Cesinha Competições com o carro #66 na categoria Elite.
O retorno trouxe de volta também alguns rituais que fazem parte da sua preparação. Antes de entrar no carro, Rafael fecha os olhos, coloca a mão sobre uma imagem de Nossa Senhora fixada na parte interna da porta e faz uma oração, pedindo proteção para si e para todos que estarão na pista.
Entre as experiências vividas desde o retorno, uma ocupa lugar especial: a primeira vitória, conquistada no Campeonato Metropolitano. “Foi sensacional”, disse.
Mais do que um resultado, a conquista representa a realização de um desejo que começou ainda na infância e permaneceu vivo por décadas. “Realização. Faz 30 anos que eu quero fazer isso. Desde quando parei de kart. Não tem nem como falar direito”, acrescentou.
Para a temporada, o objetivo é direto: conquistar um pódio. Uma meta simples na definição, mas que carrega o peso de uma história construída desde os domingos diante da televisão, passando pelo kartódromo do avô e chegando, finalmente, ao grid do MBR.
Aos 30 anos de espera, Rafael agora soma quilômetros, experiências e novas memórias às antigas lembranças. E segue acelerando para transformar um sonho de infância em uma trajetória cada vez mais presente nas pistas.
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